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A Associação ABC, criada em Março de 2014 pela família e amigos de António de Bacelar Carrelhas, é uma Instituição de Particular de Solidariedade Social (IPSS) que encontrou a sua missão na luta contra a pobreza não material. Dedicando-se à promoção da saúde no seu conceito mais amplo e ao desenvolvimento pessoal, atualmente a sua ação foca-se na área dos Comportamentos Desviantes em adolescentes e jovens, com particular destaque no Consumo de Substâncias Psicoativas.
Habituámo-nos a reduzir a palavra pobreza apenas à sua vertente material. Porém, o seu conceito vai muito mais além da carência de bens e serviços essenciais e engloba situações como as de exclusão social, abandono, solidão, materialismo, alienação e falta de sentido para a vida. Ela é, por isso, muito mais abrangente, sendo transversal a todas as idades, extratos sociais, géneros, raças, religiões ou países.
Hoje já não se diz que “as pessoas não encontram sentido para a sua vida, são excluídas, abandonadas, desprezadas e oprimidas porque são pobres”, mas sim que “são pobres porque não encontram sentido para a sua vida, são excluídas, abandonadas, desprezadas e oprimidas”.
“Aqui (em Calcutá) o sofrimento é mais físico e material, mas noutros lugares (em muitos países ricos) o sofrimento é muito mais profundo e também mais oculto. Podemos encontrar uma Calcutá em qualquer parte do mundo, se tivermos olhos para ver. Não só para olhar, mas também para ver.”Madre Teresa de Calcutá
A ABC tem a sua ação centrada nas novas formas de pobreza, que em tantos casos caracterizam as sociedades dos países chamados de desenvolvidos. O seu trabalho dirige-se aos adolescentes portugueses, principalmente àqueles que estão mais vulneráveis e são mais suscetíveis de adquirir Comportamentos Desviantes. Este tipo de comportamentos, dependendo de fatores como frequência, intensidade e durabilidade, podem desencadear processos desordenados e patológicos, com naturais consequências na saúde global do indivíduo e, por inerência, nas suas relações interpessoais e na sua inserção em sociedade.
Dentro dos vários tipos de comportamentos desviantes aos quais a ABC quer dar resposta, neste momento a associação está focalizada naqueles que conduzem às dependências, principalmente às de substâncias psicoativas, uma vez que o mundo das drogas, e das dependências em geral, é um dos grandes flagelos do nosso tempo, apesar de passar de forma quase dissimulada, na sua aparência desafiante, sedutora e até cool. Este drama não envolve apenas a violência do tráfico e o submundo de miséria humana que lhe está associado, mas também o hedonismo e a alienação de quem consome drogas, uma vez que estas preenchem de forma equívoca os vazios, as faltas de sentido, as inseguranças e fragilidades em geral. É uma forma de pobreza que, não só potencia as que estão na sua génese, como gera muitas outras, como a incapacitação mental, o desequilíbrio emocional e a exclusão familiar, laboral e social.
Atualmente a ABC criou respostas na área dos Comportamentos Desviantes, entendendo-os como condutas que afastam o indivíduo daquilo que se pode considerar, sob o ponte de vista da ética, o adequado para o seu desenvolvimento bio-psico-espiritual saudável, podendo gerar consequências negativas para o próprio e/ou para terceiros. Dentro destes, a associação desenhou um conjunto de projetos para combater as dependências, particularmente as de substâncias psicoativas, especializando-se em indivíduos com idades compreendidas entre 12 e 24 anos.
A ABC considerou imperioso um tipo de intervenção integrada sobre as problemáticas que afetam as camadas mais jovens, tendo em conta as especificidades biológicas, psicológicas e sociais destas faixas etárias no processo de desenvolvimento de uma personalidade sã e equilibrada. Neste sentido, criou um conjunto de projetos que no seu todo abrangem os adolescentes e jovens com este tipo de problemáticas, desde a prevenção ao tratamento, da sensibilização à formação parental, envolvendo assim também as famílias, os educadores no geral e todo o círculo de pares.
Consciente de que não existe em âmbito nacional nenhuma instituição particular que atue de forma transversal e especializada ao nível das prevenções primária, secundária e terciária dos comportamentos desviantes e das dependências nos adolescentes e jovens adultos, a ABC fez-se dotar de uma equipa multidisciplinar, qualificada e competente, que garante e promove as melhores práticas nas áreas médico-funcional, psicossocial, espiritual, terapêutica e educativa, com a pretensão de ser uma instituição de referência nesta área de intervenção.
A ABC, embora seja aconfessional, apartidária e sem qualquer tipo de fidelização a grupos ou ideologias, tem na sua base princípios que norteiam toda a sua atuação e que são transversais a todos os projetos da associação. Essas linhas de condução têm na sua base o Amor na sua verdadeira aceção: a busca do bem através da entrega e do serviço.
Do Amor advém a Ética que a ABC procura traduzir, por um lado, no Profissionalismo, na Integridade e no Rigor com que desenvolve os seus projetos e, por outro, na Persistência e na Dedicação que atribui aos seus utentes e colaboradores, assim como na Confiança que põe nas relações interpessoais.
Do Amor advém ainda o Humanismo. Não o da filosofia, mas aquele que reconhece o homem como um todo nas suas várias dimensões (física, psicológica e espiritual), que aceita e valoriza a individualidade de cada ser humano, que reconhece a dignidade de cada pessoa independentemente da sua condição social, física, religiosa, racial, sexual, entre tantas, e que acredita na capacidade de cada ser humano para se realizar enquanto tal.
Por tudo isto, a ABC procura em cada momento aproximar-se mais da missão a que se sente chamada, refletindo-se, aprofundando a sua área de intervenção e descobrindo novos desafios, num processo contínuo de atualização e de aperfeiçoamento das suas respostas. A ABC não é uma associação com limites definidos, mas em processo de autodescoberta e aberta aos desafios que a sociedade e o mundo lhe vão colocando.
Os fundadores da Associação ABC reuniram nos seus órgãos sociais uma equipe multidisciplinar de técnicos de excelência e fez-se acompanhar por inúmeras personalidades públicas que se identificaram com a missão da associação.
José Manuel Pereira de Bacelar Carrelhas
Marli de Almeida de Bacelar Carrelhas
Francisco de Lucena
Maria Luz Garcia Merelo de Lucena
Maria da Luz Seiça Ramos de Bacelar Carrelhas
Maria de Santo António Seiça Ramos de Bacelar Carrelhas
Mónica Garcia Merelo de Bacelar Carrelhas
Francisco Xavier de Bacelar Carrelhas da Fonseca
Victória Maria de Bacelar Carrelhas do Cazal-Ribeiro
Presidente: José de Bacelar Carrelhas
Vice-presidente: Manuel Matias
Vogais: Catarina Castelo-Branco, Isabel Montanha Rebelo, Mónica Carrelhas
Presidente: João Pedro Baldaia
Vice-presidente: Luís Mah
Vogais: Rita Ferro Rodrigues
Presidente: Filipe Soares Franco
Vice-presidente: Rita Muralha
Vogais: Tomás Champalimaud
Manuel Matias
Mónica Carrelhas
Rita Muralha
Tânia Muñoz Hornos
Isabel Forjó (Assistente da Direção)
Manuel Matias
Catarina Castelo-Branco
Tania Muñoz Hornos
Nuno Gago
Mónica Carrelhas
Rita Muralha
Prof. Doutor Manuel Pinto Coelho
Dr. Carlos Fugas
Dr. Domingos Neto
Dr. Nuno Miguel
Dra. Tânia Muñoz Hornos
Saúde
Professor Doutor Nuno Cordeiro Ferreira (Médico)
Professor Doutor Alexandre Castro Caldas (Médico)
Professor Doutor Domingos Neto (Psiquiatra)
Professor Doutor Manuel Pinto Coelho (Médico)
Doutora Esmeralda Brito Antunes (Médica)
Doutor Carlos Fugas(Psicólogo)
Ana Maria Caetano (Professora, Terapeuta e Técnica de Saúde Mental)
Rosário Abreu (vice-presidente da AIMSEU- Associação Iberoamericana de Medicina e Saúde Escolar e Universitária)
Sociedade
Odete Santos (Advogada/Política)
Marcelo Rebelo de Sousa (Professor/Comentador)
João Vieira de Almeida (Advogado)
Manuel Forjaz (Consultor/Professor) - Em Memória
Ricardo Sá Fernandes (Advogado)
Helena Forjaz (Economista)
Padre Victor Feytor Pinto
Media
José Alberto Carvalho (Jornalista)
Ricardo Costa (Jornalista)
Fátima Lopes (Apresentadora de TV)
Felipa Garnel (Jornalista)
Tomás Froes (Publicitário)
Diogo Anahory (Publicitário)
Lourenço Thomaz (Publicitário)
Margarida Rebelo Pinto (Escritora)
José Carlos Malato (Apresentador de TV)
Iva Domingues (Apresentadora de TV)
Jorge Gabriel (Apresentador de TV/Comentador)
Artes
Simone de Oliveira (Atriz)
Ruy de Carvalho (Ator)
Virgílio Castelo (Ator)
Ângelo Rodrigues (Ator)
Sílvia Rizzo (Atriz)
Pedro Abrunhosa (Músico)
Camané (Músico)
Luís Represas (Músico)
Carolina Deslandes (Música)
Thomas Anahory (Músico)
António Vasco Moraes (Músico)
Isabel Contreras Botelho (Pintora)
Pedro Pereira (Ator)
Paulo Pereira (Ator)
Pedro Moutinho (Músico)
Catarina Siqueira (Música)
Francisco Rebelo de Andrade (Músico)
Lara Li (Música)
Luisa Sobral(Música)
Desporto
Rosa Mota
Paulo Bento
Oceano Cruz
Carlos Xavier
Filipe Gaidão
Leonor Oliveira
Frederico Canto e Castro
A Associação ABC defende a total transparência na apresentação de resultados, o que se aplica em relação ao trabalho e objetivos atingidos ao longo de cada ano, assim como à utilização de donativos e todo o tipo de financiamentos. Neste sentido, disponibiliza aqui os seus relatórios anuais de atividades e de contas para consulta pública dos mesmos.